Trânsito na
madrugada da capital é recheado de infrações e pobre em acidentes
O trânsito na capital gaúcha tem
passado por uma reformulação que consiste em obras para melhorias viárias e
alterações no fluxo de ruas e avenidas, com a mudança de sentido no tráfego de
veículos e isso impacta no dia-a-dia da população. Outro fator que também
modifica a rotina dos motoristas é a insegurança nas ruas da cidade. Este é um
ponto no qual os usuários do sistema viário de Porto Alegre levam em conta ao
decidir se respeitam ou não as leis de trânsito no turno da noite e madrugada.
De acordo com a Assessoria de
Comunicação da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a
fiscalização no período noturno é feita através da presença dos agentes de trânsito
nas ruas ou por meio de equipamentos de monitoramento de velocidade. Embora a
cidade esteja equipada com 114 câmeras que possibilitam um controle abrangente
da grande maioria dos bairros da capital, nenhuma autuação é feita com base nas
imagens captadas por esse sistema.
Em conversa com José Carlos Gonçalves,
taximetrista que atua no turno pós 19h, as principais colocações são quanto ao
desrespeito às leis de trânsito por parte dos motoristas na faixa horária entre
0h e 6h. De acordo com ele, a maneira como essas leis são desrespeitadas é que
acaba preocupando. “O não parar em um sinal fechado é um desrespeito à
legislação, mas dependendo da maneira que se faz, pode ser tolerado, porém, da
maneira que é feito, em alta velocidade e sem um mínimo de atenção, torna essa
transgressão extremamente perigosa”, coloca o profissional.
A questão segurança está presente no
relato do operador de áudio Silfarnei Junior, funcionário de uma empresa de
comunicação que se locomove de casa para o trabalho por meio de veículo próprio
no horário da madrugada. Para ele, insegurança, embriaguez e poder aquisitivo
são fatores que colaboram ao não cumprimento das normas estabelecidas pelo
Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Na sua colocação, o fato de possuir um
carro mais potente, passa a sensação que transgredir o limite de velocidade é
permitido e até por vezes legal, já que a impunidade impera.
A EPTC por sua vez, traz números que
apontam queda dos acidentes em 2016, em comparação aos anos anteriores.
Conforme o órgão, entre 2012 e 2014, houve uma diminuição de 17 por cento na
quantidade total de ocorrências. Analisando o período de janeiro a julho do ano
vigente, os dados são menores que a mesma amostra feita em 2015, o que acaba
contrastando com os depoimentos coletados. Mesmo tendo no trânsito mais
desrespeito às leis, a consequência de acidente não ocorre. É como se burlar o
CTB fosse avalizado, ou seja, uma maravilha.
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