Casos ocorridos
em 2016 são de várias formas e contra vários grupos.
Sabe aquela oportunidade que você
tem de dizer o que quiser através da internet e que ninguém fica sabendo que
foi você? Pois é. Essa “oportunidade” pode estar escondida atrás da liberdade
de expressão e se caracterizar como um discurso de ódio, muito disseminado nos
dias de hoje contra vários grupos e minorias. A Organização das Nações Unidas
(ONU) trata com muita delicadeza o assunto e busca criminalizar o fato.
De acordo com a Dra. Stéphane Rodrigues
Dias, doutora em linguística pela PUC-RS, que concedeu uma coletiva sobre o
assunto aos alunos do jornalismo da Faculdade São Francisco de Assis, a
linguagem deve ser utilizada para socializar e conectar as pessoas e isso se dá
através do diálogo, uma ferramenta que todas as pessoas são aptas a usar. Junto
do uso do diálogo pelas pessoas, estão os atos de fala contra os seus iguais –
racismo, calúnia, difamação, blasfêmia, homofobia e etc... – e em cima desses
discursos de incitamento ao ódio e a violência, a ONU está desde 2015 com uma
campanha de criminalização das práticas citadas
Conforme a Subsecretaria-Geral da entidade para
Comunicações e Informações Públicas, Cristina Gallach, seria impossível
monitorar tais atitudes sem ajuda e envolvimento dos cidadãos do mundo. Em um
evento que ocorreu em dezembro do ano passado para o lançamento da campanha, na
sede da organização, em Nova York, a subsecretária lembrou dos atentados de
Paris e citou que o problema é muito maior do que se imagina.
Stéphane vai ao encontro do que busca a ONU. A
docente também é a favor que se criminalize os discursos de ódio e os atos de
fala que ferirem semelhantes. Em uma de suas publicações sobre o tema, cita que
no Brasil temos atos de fala considerados crimes – calúnia, difamação, falso
testemunho e discriminação – e que a ONU está prestando um serviço de harmonia
e união das condutas entre os povos, uma vez que criminalizando essas atitudes,
se aponta o que não deve ser seguido.
A cada acontecimento criminoso que tem por
início uma disseminação de ódio através do uso da linguagem, a ONU se pronuncia
através de seus conselheiros. Em uma dessas oportunidades, o Conselheiros
Especial da ONU para a Prevenção do Genocídio, Adama Dieng, se diz chocado com
os esforços de alguns líderes políticos em manipular episódios ocorridos para
alimentar mais ainda o ódio, a intolerância e o medo.
Adama
acrescenta: “É simplesmente inaceitável
que os líderes influentes, incluindo líderes políticos e religiosos, espalhem
esse tipo de mensagens homofóbicas e islamofobia perigosas que temos visto no
discurso público e nos meios de comunicação”. Após suas colocações, o
conselheiro lembra que qualquer ato discriminatório, seja ele contra a honra,
raça, credo ou gênero é proibido pelo direito internacional dos direitos
humanos, bem como se encontra dentro da legislação de vários países.
No último dia 16, foi
comemorado o Dia Internacional da Tolerância e em seu pronunciamento, o
secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon declarou a importância de construirmos uma
sociedade mais inclusiva, tolerante e próspera. Aproveitou o momento para
reforçar a nova campanha que promove o respeito, a dignidade e a tolerância em
todo o mundo. A ação foca em específico nas questões de xenofobia enfrentadas
pelos refugiados espalhados pelo mundo.
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