terça-feira, 12 de julho de 2016

Atrasos e burocracia: realidades na recuperação de prédio histórico em Porto Alegre

Passados três anos do incêndio que destruiu parte do segundo andar do Mercado Público de Porto Alegre, a reabertura da área atingida não tem data prevista para acontecer. Além do atraso na obra, metade do valor garantido pela União ainda não foi liberado e a empresa responsável pelo seguro da construção centenária faliu. Situações que fazem parte do cotidiano de um dos prédios mais frequentados pelos moradores da capital gaúcha.
O Governo Federal, através do Ministério da Cultura, do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), na gestão da presidente Dilma Rousseff, disponibilizou a quantia de R$19,5 milhões após a prefeitura apresentar projetos para a recuperação e reconstrução da área afetada. Desse valor, apenas R$ 9,6 milhões foram utilizados para a restauração das alvenarias, revestimentos internos, esquadrias, pisos, construção de laje e telhado cerâmico, recuperação da estrutura metálica da cobertura sobre o pátio central e elaboração dos projetos complementares.
De acordo com o coordenador da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio de Porto Alegre (SMIC), Carlos Vicente Bernardoni Gonçalves, ainda está sendo aguardada a liberação do restante do recurso federal, mas esta verba não tem data definida para chegar. Com o valor a ser recebido, o local passará por uma revitalização completa, modernizando todas as instalações elétricas, hidráulicas e hidrossanitárias, bem como recuperando a fachada e o piso das áreas não atingidas.
Para ele, o maior entrave para a conclusão da obra é o fato de estarmos recuperando um prédio histórico. “Tem que repor o que existia, nas mesmas condições. Se tinha uma telha de 33,4cm, tem que repor uma telha de 33,4cm. Se tu passar por todos os fornecedores e disserem que não existe, talvez seja possível usar uma telha de 33,5cm, desde que o órgão ligado ao Ministério da Cultura e ao Patrimônio Histórico, diga que pode utilizar esse material. ”, explica Vicente.
A situação poderia ser pior com relação ao seguro do Mercado, pois a empresa responsável pela apólice faliu. Mesmo assim, irá honrar com 90% do valor segurado. Com esse dinheiro a prefeitura irá cobrir os R$ 4 milhões em gastos que estão sendo feitos com os recursos do caixa municipal. Esse valor é aplicado no conserto da estrutura metálica, substituição de parte do telhado central e demais acessórios e recuperação das instalações elétricas da parte atingida pelo fogo.
Outro fator que colaborou para o atraso é a adequação às novas normas do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI). Segundo Vicente, os bombeiros exigiram duas novas escadas de acesso ao segundo andar. Como se trata de uma construção antiga, essa adequação é obrigatória para não limitar o ingresso de pessoas à parte superior.
A expectativa de conclusão da primeira etapa da obra é dia 30 de setembro deste ano, mas a liberação do local ainda depende da vistoria e aprovação dos bombeiros. Para isso, são necessários mais R$ 2 milhões, dinheiro este que a prefeitura busca com grandes empresários que possuem empreendimentos na cidade e necessitam quitar as contrapartidas municipais de seus investimentos.
Tanto o presidente da Associação do Comércio do Mercado Público (ASCOMEPC), Ivan Konig Vieira, assim como os permissionários dos restaurantes atingidos pelo incêndio, não retornaram o contato da reportagem afim de obtermos mais informações sobre o processo e como eles estão lidando com as novas condições de instalação.
A rotina atarefada e corrida dos frequentadores do Mercado, faz com que eles desconheçam sobre o andamento da reforma. A população só sabe alguma informação a respeito quando é noticiado pela imprensa. Muitos passam pelo local e não reparam o ritmo lento das obras e a impossibilidade de desfrutar daquele espaço.
O sinistro ocorreu no dia 06 de julho de 2013, por volta das 20h30 e destruiu a parte superior do prédio localizada entre as Avenidas Borges de Medeiros e Júlio de Castilhos. O local ficou fechado ao público até o dia 13 de agosto de 2013, quando os bombeiros, após vistoria, liberaram o acesso apenas ao andar térreo do prédio.


Parte atingida pelo incêndio no Mercado Público ainda se encontra em obras
(Foto:Luciano Coimbra)

Segundo piso ainda está desativado para circulação da população.
(Foto: Luciano Coimbra)

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Atraso e Burocracia: 3 anos de espera pelo Mercado Público

Hoje faz três anos que o Mercado Público de Porto Alegre foi atingido por um incêndio de grandes proporções e que destruiu parte do andar superior do prédio.

Até agora, as obras estão em andamento, mas ...........


Quer saber como termina essa história?

Fica ligado aqui no meu blog que em breve estarei publicando uma matéria completa sobre essa obra e seus desdobramentos.